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(11) 5189-4120Política de viagens corporativas: o que incluir e como criar
Entenda o que é uma política de viagens corporativas, o que incluir (aéreo, hotel, reembolso, aprovação) e como implantá-la na sua empresa em 6 passos.

Toda empresa que coloca colaboradores na estrada precisa de regras claras. Sem elas, cada viagem vira uma negociação: quem pode voar em qual classe, quanto custa uma diária aceitável, quem aprova, o que é reembolsado. A política de viagens corporativas resolve isso num documento só, e é o primeiro passo para controlar custos sem tirar o conforto e a segurança de quem viaja.
Neste guia, a ArrowTur, que atende empresas em viagens corporativas desde 1989, explica o que é uma política de viagens, o que ela precisa conter e como implantá-la passo a passo.
O que é uma política de viagens corporativas
É o documento interno que define como a empresa planeja, aprova, compra e presta contas das viagens a trabalho. Ela diz quem pode viajar, com qual antecedência a viagem deve ser solicitada, quais fornecedores e categorias são permitidos, quais despesas são cobertas e como funciona o reembolso.
Uma boa política não é uma lista de proibições. Ela equilibra três interesses: o orçamento da empresa, a produtividade e o bem-estar do viajante e a segurança de quem está fora da base.
Por que sua empresa precisa de uma
- Previsibilidade de gastos: com limites definidos, o financeiro sabe quanto cada viagem deve custar antes de ela acontecer.
- Menos retrabalho: regras claras reduzem idas e vindas entre viajante, gestor e financeiro.
- Tratamento igual para todos: critérios objetivos evitam favorecimentos e discussões caso a caso.
- Segurança e dever de cuidado: a empresa sabe onde cada colaborador está e como agir em uma emergência (o chamado duty of care).
- Conformidade fiscal e auditoria: comprovantes e aprovações ficam padronizados e rastreáveis.
O que incluir na política de viagens: checklist
1. Objetivo e abrangência
Explique para que serve a política e a quem ela se aplica: funcionários, diretores, terceiros, convidados e candidatos em processo seletivo. Se houver regras diferentes por cargo, deixe isso explícito logo no início.
2. Fluxo de solicitação e aprovação
Defina quem solicita, quem aprova e em quanto tempo. O ideal é que a aprovação aconteça antes da compra, em uma ferramenta de reserva on-line (OBT), para que o gestor veja o custo real da viagem e as opções mais econômicas disponíveis.
3. Antecedência mínima
Tarifas aéreas sobem à medida que a data se aproxima. Estabeleça uma antecedência mínima para viagens nacionais e outra para internacionais, e defina como tratar exceções (viagens urgentes, visitas a clientes, emergências operacionais).
4. Passagens aéreas
- Classe permitida por duração do voo e por cargo.
- Regra de menor tarifa lógica: a opção mais barata dentro de uma janela de horário razoável.
- Bagagem, marcação de assento e quando é permitido pagar por remarcação flexível.
- Uso de milhas e programas de fidelidade.
5. Hospedagem
Fixe tetos de diária por cidade ou por região (São Paulo, Rio de Janeiro e capitais costumam ter valores diferentes do interior), a categoria de hotel aceita e a preferência por hotéis com tarifa negociada pela empresa ou pela agência.
6. Transporte terrestre
Defina quando usar táxi, aplicativo, transfer ou locação de carro, a categoria do veículo, a política de seguro e as regras para reembolso de quilometragem em carro próprio.
7. Alimentação e despesas do dia a dia
Escolha entre diária fixa (per diem) ou reembolso por comprovante, com limites por refeição. Deixe claro o que não é reembolsado, como bebidas alcoólicas, frigobar e despesas pessoais.
8. Adiantamento, cartão corporativo e prestação de contas
Explique como o viajante paga as despesas, qual o prazo para prestar contas, quais comprovantes são aceitos e o que acontece quando a regra não é cumprida.
9. Seguro viagem e documentação
Torne o seguro obrigatório em viagens internacionais e defina a cobertura mínima. Inclua orientações sobre passaporte, vistos e vacinas, com a antecedência necessária para cada um.
10. Segurança e emergências
Liste os contatos de emergência 24 horas, o procedimento em caso de voo cancelado, acidente ou problema de saúde, e as regras para destinos considerados de risco.
11. Exceções
Nenhuma política prevê tudo. Defina quem pode autorizar uma exceção e como ela fica registrada. Isso dá flexibilidade sem abrir brecha para o descontrole.
Como implantar a política em 6 passos
- Levante os dados atuais. Quanto a empresa gasta por mês, com quais fornecedores, quais rotas mais se repetem e com que antecedência as passagens são compradas.
- Envolva as áreas certas. Financeiro, RH, jurídico e os gestores que mais viajam. Ouça também os viajantes frequentes: eles sabem onde a regra trava o trabalho.
- Escreva de forma simples. Um documento curto, com tabelas de limites, é mais respeitado do que um manual de 40 páginas.
- Coloque as regras dentro da ferramenta de reserva. Quando a política está configurada no sistema, o viajante já vê só as opções permitidas e o gestor aprova com um clique.
- Comunique e treine. Apresente a política, explique o porquê de cada regra e deixe um canal para dúvidas.
- Acompanhe e revise. Analise relatórios mensais de aderência, economia e exceções, e revise a política pelo menos uma vez por ano.
Erros comuns ao criar uma política de viagens
- Copiar a política de outra empresa sem adaptar ao próprio perfil de viagens.
- Criar regras tão rígidas que o viajante passa a contorná-las.
- Não definir um responsável por atualizar o documento.
- Ignorar o bem-estar do viajante, como voos de madrugada seguidos de reunião no mesmo dia.
- Não medir resultados: sem relatório, não há como saber se a política funciona.
Como a ArrowTur ajuda a colocar a política em prática
Ter a política escrita é metade do caminho. A outra metade é fazer com que ela seja cumprida em cada reserva. Na ArrowTur, a política da sua empresa é configurada nas ferramentas de reserva on-line, com fluxo de aprovação por centro de custo, e cada viagem é acompanhada por consultores dedicados. Você recebe relatórios gerenciais com gastos por centro de custo, solicitante, fornecedor e economia obtida, e conta com atendimento das 7h às 19h, com plantão de emergência para os viajantes à noite, nos fins de semana e feriados.
Se a sua empresa ainda não tem uma política ou quer revisar a atual, fale com o nosso time comercial ou conheça a nossa gestão de viagens corporativas.
Leia também: como reduzir custos com viagens corporativas e como escolher uma agência de viagens corporativas.
Perguntas frequentes
A política de viagens é obrigatória por lei?
Não. Nenhuma lei exige um documento com esse nome, mas ele ajuda a empresa a comprovar despesas, padronizar reembolsos e cumprir o dever de cuidado com os colaboradores em viagem.
Qual o tamanho ideal de uma política de viagens?
O suficiente para ser lida. Para a maioria das empresas, de 4 a 10 páginas com tabelas de limites resolvem. Detalhes operacionais podem ficar em anexos.
Com que frequência devo revisar a política?
Pelo menos uma vez por ano, ou sempre que houver mudança relevante no volume de viagens, nos destinos ou nos preços de mercado.
Empresas pequenas também precisam de uma política?
Sim. Mesmo com poucas viagens por mês, regras simples de antecedência, aprovação e reembolso evitam gastos desnecessários e conflitos internos.


